1/17/2017

FRAGMENTOS

Fragmentos irremediavelmente soltos
De uma vida que não ganhou asas
Acorrentada à vontade de esquecer
Mundos onde não se construíram casas
Vergonhas sem cabeças para esconder
É muito triste para um ser que vai morrer
E que buscou a verdade fora da existência
Nas alas de um labirinto escuro sem saber
Entregar tanta beleza ao abrigo da natureza
Agora já mal existem traços e contornos
Daquela mulher bela prateada e apagada
Por traços azuis e brancos da cor do nada
Algumas partículas errantes e esvoaçantes
Voaram como pássaros negros sem ter céu
Espalhando-se na sombra do seu olhar
De bela rainha deposta e sem ter lei
Fragmentada pelo desejo de ser antes
Como na lembrança de nunca ter rei

mongiardimsaraiva
  

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